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Fantasticon 2013

Programação Completa

21 e 22 de setembro

 O Fantasticon é considerado hoje um dos eventos mais importantes da literatura fantástica nacional. Ele surgiu em 2007, para reunir leitores, escritores, editores e pessoas interessadas em Literatura Fantástica com o intuito de incentivar e enriquecer o estudo e o debate sobre o Fantástico no Brasil em suas três manifestações literárias principais: a ficção científica, a fantasia e o horror.

Para isso, conta com palestras, mesas-redondas, oficinas, mostra de filmes, exposições, lançamentos, sessões de autógrafos, atividades lúdicas e momentos de confraternização que colaboram para a troca entre os participantes que ampliam suas visões sobre a literatura fantástica brasileira e internacional.

A finalidade é estimular e ampliar a reflexão crítica sobre a Literatura Brasileira, em geral e a Literatura Fantástica, em particular, apresentando, discutindo e divulgando as produções nacionais e internacionais, de forma acessível ao público em geral.

O Fantasticon é organizado pelo editor Silvio Alexandre, em uma realização da Biblioteca Pública Viriato Corrêa, do Sistema Municipal de Bibliotecas e da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo. Integra o Circuito Nacional de Feiras de Livros, da Fundação Biblioteca Nacional – Ministério da Cultura e da Câmara Brasileira do Livro (CBL).

PROGRAMAÇÃO

EXPOSIÇÕES

SÁBADOS E DOMINGOS

a partir das 11 horas

Painel “As Raízes da Literatura Fantástica” — curadoria de Silvio Alexandre e Claudia Fusco

a partir das 11 horas

Exposição: “Steampunk – A Nostalgia do Retrofuturismo”— curadoria do grupo A.S. O Príncipe Negro

 

BOOK CROSSING
SÁBADOS E DOMINGOS

a partir das 13 horas

BookCrossing: “Ideias e Livros Livres – Liberte seus Livros no Fantasticon”

— curadoria Martha Argel e Humberto Moura Neto

21 DE SETEMBRO – SÁBADO

 11h às 13h (no Espaço Temático)

Oficina: “Ferramentas de auxilio à escrita – como escrever uma história de sucesso”— com Gianpaolo Celli

13h30 às 14h30

Palestra: “Medos, Medinhos e Medões: Lidando com o Terror na Literatura”— com Rosana Rios e GELF (Grupo de Estudos de Literatura Fantástica)

Crianças, adolescentes (e adultos!) gostam de ouvir histórias; e é fato comprovado que as histórias mais apreciadas são as que mexem com os nossos medos — o que pode explicar o sucesso constante da Literatura de Terror e de seu sucedâneo, o cinema de Horror.

Desde Aristóteles, que definiu o conceito de catarse, até os psicólogos da linha Jungiana, que nos falam sobre mitos, contos folclóricos e arquétipos como elementos fundamentais em toda literatura, verificamos a perenidade dos enredos que causam sustos, palpitações, terror aos leitores. Não por acaso, os autores do Romantismo trabalharam com motivos assustadores e aterrorizantes, inaugurando a literatura gótica e abrindo precedentes para milhares de escritores.

Refletir sobre os pavores evidenciados na ficção, em especial na literatura fantástica, é uma forma de entendermos melhor a dinâmica do crescimento do ser humano e encontrar formas de lidar com os nossos próprios medos.

 

  • GELF (Grupo de Estudos de Literatura Fantástica), coordenado pela escritora Rosana Rios, que se dedica a discutir, apreciar e divulgar obras literárias de literatura fantástica (ficção científica, fantasia e horror) suas interações e obras precursoras, além de comentar transposições para cinema, teatro, televisão e quadrinhos.

15h às 15h30

Apresentação: “Demonstração de Esgrima Cênica”— com o grupo A.S. O Príncipe Negro

O objetivo é mostrar técnicas de coreografias, visando familiarizar o público com os fundamentos, as técnicas e a estética da esgrima moderna, mostrando movimentos básicos da esgrima de florete e sabre para utilização cênica. A esgrima pode ser praticada por todos, desenvolvendo as qualidades físicas de resistência, velocidade e precisão, e as qualidades morais de julgamento, decisão e vontade. É um excelente meio para disciplinar, ampliar, justapor e coordenar as impressões sensórias (táteis, visuais, auditivas, musculares) e as ações psicomotoras.

16h30 às 17h30

Bate-papo: “Realismo Fantástico no Brasil – a experiência da revista Planeta”— convidado: Inácio de Loyola Brandão – mediação: Manuel da Costa Pinto

Com a proposta de investigar o porquê das coisas fora do âmbito das respostas convencionais, a revista Planeta foi lançada no Brasil nos anos 1970. Criada por Ignácio de Loyola Brandão e Luis Carta como uma versão brasileira da revista Planète, fundada em 1963 pelos franceses Louis Pauwels e Jacques Bergier, autores do clássico “O Despertar dos Mágicos“.

A revista Planeta foi o porta-voz de um movimento de renovação intelectual chamado Realismo Fantástico. Ela tinha como meta investigar o mundo sem os “preconceitos” ditados pelo “cientificismo” e o “intelectualismo” da era moderna. Para eles, o fantástico é uma manifestação das leis naturais, um resultado do contato com a realidade quando esta nos chega diretamente, e não filtrada pelo véu do sono intelectual, pelos hábitos, os preconceitos, os conformismos.

No artigo “D’une Renaissance à l’autre” Pauwels relaciona o Realismo Fantástico às “descobertas” do século XVI: “A ênfase recai na ideia de um contexto com novos questionamentos, cujas respostas ou, pelo menos, caminhos para a sua obtenção não se encontram na ciência e artes vigentes. Torna-se necessário inaugurar um novo modo de perceber o mundo”.

No Brasil, Planeta se tornou em importante veículo de novas ideias em um país assolado pela ditadura militar, em um período de intensa censura. Através da valorização de temas tidos como marginais, o periódico oferecia a possibilidade uma nova visão do individuo e da sociedade que tinha como fonte saberes advindos de diferentes culturas e épocas. Os objetivos de Planeta correspondiam aos primeiros anseios de Planète, ao menos em seus anos iniciais de vida: aliar arte e ciência, investigar assuntos marginalizados em busca de seus significados, através da observação e de uma pesquisa “sem preconceito”.

Por contrato, a revista brasileira deveria usar o material fornecido pela Planeté. Porém, muitos artigos eram de autoria de brasileiros, produzidos por uma equipe composta especialmente para esse fim. A Planeta tratava de temas evitados pela imprensa por serem considerados tabus. Loyola Brandão, o primeiro diretor de Planeta, diz que a revista era algo completamente fora da caixinha, que mexeu com as cabeças ao falar do poder da mente, civilizações desaparecidas, universos paralelos, mistério do além, mundos primitivos. Foi o primeiro meio de comunicação de massa a falar de temas como extraterrestres, parapsicologia, reencarnação etc. Era uma publicação que não tinha fórmula e enquadramentos, tinha um sentido libertário, era um movimento de crítica ao sistema estabelecido.

  • Ignácio de Loyola Brandão é considerado um dos maiores nomes da literatura contemporânea. Escreveu mais de 40 livros, em quase todos os gêneros literários. Sua produção literária rendeu-lhe vários prêmios, como o Jabuti. Membro da Academia Paulista de Letras é coordenador dos debates das Jornadas Literárias de Passo Fundo desde 1988. Foi redator-chefe das revistas Cláudia, Realidade, Planeta, Ciência, Vogue, entre outros periódicos. Escreveu roteiros para filmes e teve livros adaptados para teatro e balé.
  • Manuel da Costa Pinto é jornalista e crítico literário. Mestre em teoria literária pela USP foi um dos criadores da revista “Cult”, editor-assistente da Edusp, editor-executivo do Jornal da USP, redator do caderno “Mais!” e colunista da Folha de S.Paulo. Foi curador da FLIP 2011. É editor dos programas de literatura “Entrelinhas” e “Letra Livre”, da TV Cultura, e editor do “Guia da Folha – Livros, Discos, Filmes”.

18h às 19h

Bate-papo: “Cortázar e o conto sem véus” — convidado Marcelino Freire – mediação: Bráulio Tavares

Estandarte do realismo fantástico e frequentador de aulas de boxe, o argentino Julio Cortázar é um grande contista e um fabuloso teórico do conto, com contribuições magníficas. Ele é conhecido pela precisão, onde cada texto é um soco técnico e imbatível. Escrever para ele é o resultado da ousadia de pôr em jogo recursos de desvio, agressão, reversão e desbaratamento para impedir que a linguagem imponha suas regras, se interponha entre consciência e mundo, entre apreensão e expressão.

Para Cortázar o conto é um gênero de dificílima definição, gênero “tão secreto e dobrado sobre si mesmo, caracol da linguagem, irmão misterioso da poesia em outra dimensão do tempo literário”. Segundo ele, um conto pode ser o relato de um acontecimento real ou fictício. E sendo um gênero breve, contém em si uma vitalidade sintetizada que se caracteriza mais pelas densidades humanas impressas nas pequenas tramas e pelo brilho da escrita, do estilo e da linguagem, do que propriamente pelas histórias narradas,

Este bate-papo é um convite para observamos que aquilo que ocorre num conto deve ser intenso, entendendo-se intensidade como o palpitar da substância da narrativa, um núcleo animado inseparável e decisivo, em torno do qual orbitam os demais elementos. Segundo Cortázar, um dos grandes narradores hispanoamericanos do século XX, não é somente questão de tema, “de ajustar o episódio ao seu miolo”, mas de fazê-lo coincidir com a sua expressão verbal, aparando arestas para que nada ultrapasse os limites desejáveis.

Nas suas palavras: “Todo conto perdurável é como a semente onde dorme a árvore gigantesca. Essa árvore crescerá em nós, inscreverá seu nome em nossa memória”.

  • Marcelino Freire é escritor e editor. Um dos principais nomes e divulgadores da nova geração de escritores. Ganhador do Prêmio Jabuti. Participou de várias antologias no Brasil e no exterior.
  • Bráulio Tavares é escritor, compositor e roteirista de cinema e televisão. Pesquisador de literatura fantástica, organizou várias antologias do gênero e, também, publicou obras dedicadas ao público infantil e juvenil. Ganhador do Prêmio Caminho, Prêmio APCA e Prêmio Jabuti.

22 DE SETEMBRO – DOMINGO

 

11h às 13h (no Espaço Temático)

Oficina: “Gestão de Carreira Literária”— com Sandra Schamas

 Sandra Schamas é escritora e tradutora. Participou de coletâneas e têm livros publicados. Faz parte do projeto “História Íntima da Leitura” que convida o leitor a inserir-se no texto, reescrevendo, a cada leitura, uma nova História

13h às 14h

Festa de premiação: “Entrega do Prêmio Argos” — com Clinton Davisson e CLFC (Clube de Leitores de Ficção Científica)

O prêmio Argos 2013 é feito por votação direta dos sócios do Clube dos Leitores de Ficção Científica (CLFC) e visa eleger os melhores romances e contos do gênero fantástico (ficção científica, fantasia e terror).  O objetivo é incentivar e prestigiar a leitura de obras do gênero de autores nacionais publicados em língua portuguesa. Concorrem histórias publicadas originalmente em língua portuguesa, em meio impresso ou digital, durante o ano de 2012.

  • O CLFC (Clube de Leitores de Ficção Científica) é uma entidade sem fins lucrativos, criado por entusiastas da ficção científica em todo o Brasil com o objetivo de divulgar o gênero tanto na literatura quanto no cinema, e também em outros meios de comunicação.  Foi fundado em 1985 e desde então tem atuado em diversas cidades e estados do Brasil e no exterior.

14h30 às 15h30

Bate-papo: “Murilo Rubião – O fantástico como representação da realidade” — convidado: Jorge Schwartz – mediação: Andrea Del Fuego

Em Murilo Rubião, o fantástico está no cotidiano. Ausência de rupturas bruscas na seqüência narrativa ou de efeito de suspense no leitor. Acontecimentos referencialmente antagônicos e inconciliáveis conciliam-se tranqüilamente pela organização da linguagem. Dragões, coelhos e cangurus falam, mas não há mais o clássico “enigma” a ser desvendado no final. Conhecer Murilo é penetrar no mundo do fantástico. Penetrar no mundo do fantástico é ler a escritura muriliana.

O Realismo Mágico é uma característica própria da literatura latino-americana da segunda metade do século XX que funde a realidade narrativa com elementos fantásticos e fabulosos. Floresceu nos anos 1960 e 1970, enraizado nas discrepâncias surgidas entre cultura da tecnologia e cultura da superstição, e em um momento em que o auge das ditaduras políticas converteu a palavra numa ferramenta infinitamente apreciada e manipulável. Murilo Rubião é o maior exemplo de Realismo Mágico no Brasil.

  • Jorge Schwartz é graduado em estudos latino-americanos e inglês pela Universidade Hebraica de Jerusalém, obteve mestrado e doutorado em teoria literária e literatura comparada na USP, onde é professor titular de literatura hispano-americana. É pesquisador sênior do CNPQ, autor de numerosos livros e artigos de crítica de artes visuais e literatura e curador de diversas exposições. Coordenou a edição das obras completas de Jorge Luis Borges em português. Dirige o Museu Lasar Segall (Ibram/MinC) desde 2008.
  • Andrea Del Fuego é escritora e jornalista. Autora de diversos contos publicados, além de vários livros juvenis e infantis. Seu primeiro romance, Os Malaquias, que conta a história de três irmãos que ficam órfãos quando seus pais são atingidos por um raio, foi ganhador do Prêmio Saramago de Literatura.

16h às 16h30 (no Espaço Temático)

Fantastiquinha: “Histórias Fantásticas”Atividade para a criançada com o Grupo Cantando Histórias

E a criançada também tem vez! Será que as bruxas são mesmo sempre malvadas e as princesas, sempre boazinhas? Quando apaga a luz, tem algum bicho papão escondido? Venha conferir essas e outras histórias fantásticas que serão narradas em meio a músicas e atividades lúdicas para toda a família.

16h às 17h

Bate-papo: “Nós, Ciborgues – Nosso Futuro Pós-Humano”— convidado: Bráulio Tavares – mediação Luiz Bras

Pela primeira vez em nossa longa história, depois de humanizar praticamente todo o planeta, o ser humano está começando a modificar fisicamente o próprio ser humano. O avanço da tecnologia tem sido mais rápido que nossa capacidade de discutir a criação de instituições nacionais e internacionais que lidem com os frutos desse progresso.

O desenvolvimento da biotecnologia deve fazer maravilhas pela humanidade no futuro, mas também pode provocar problemas políticos sem precedentes se não houver controle. É preciso discutir os avanços recentes nessa área, como o Projeto Genoma, a clonagem e as novidades da neurofarmacologia, hoje capaz de resolver problemas que antes eram considerados estritamente psicológicos. As implicações políticas dessas novidades são incontáveis. Tudo isso pode vir a afetar nossas noções de direitos humanos, do que é certo ou errado, do que é digno ou indigno.

Aí está um excelente desafio também pra nossos poetas e ficcionistas. Expressar em poemas, contos e romances a questão do pós-humanismo. Refletir em prosa e verso sobre a maneira como a tecnociência e a biotecnologia estão modificando fisicamente o ser humano. Para o bem e para o mal.

  • Bráulio Tavares é escritor, compositor e roteirista de cinema e televisão. Pesquisador de literatura fantástica, organizou várias antologias do gênero e, também, publicou obras dedicadas ao público infantil e juvenil. Ganhador do Prêmio Caminho, Prêmio APCA e Prêmio Jabuti.
  • Luiz Brás é doutor em Letras pela Universidade de São Paulo. Colabora com o caderno Ilustrada, do jornal Folha de S.Paulo. Publicou romances, coletâneas de contos e de crônicas. Recebeu diversos prêmios: Fundação Cultural do Estado da Bahia, Associação Paulista dos Críticos de Arte, Prêmio Clarice Lispector, Fundação Biblioteca Nacional e dois Casa de las Americas.

17h30 às 18h (no Espaço Temático)

Apresentação: “Dança Tribal Fusion” 

As dançarinas Dana Guedes, Cassia Larrubia e o grupo OrganYKa Triad irão trabalhar os temas Steampunk, Gótico e contos do Marquês de Sade.

Tribal Fusion é uma forma moderna de dança do ventre com a fusão de diversos estilos de dança. Freqüentemente incorpora hip hop, breakdance, dança do ventre tipo “cabaré” ou “egípcia” e dança contemporânea, além das clássicas como flamenco, khatak, bhangra, balinesa e outros estilos folclóricos.

EXPOSIÇÕES

SÁBADOS E DOMINGOS

a partir das 11 horas

Painel “As Raízes da Literatura Fantástica” — curadoria de Silvio Alexandre e Claudia Fusco

a partir das 11 horas

Exposição: “Steampunk – A Nostalgia do Retrofuturismo”— curadoria do grupo A.S. O Príncipe Negro

 

BOOK CROSSING
SÁBADOS E DOMINGOS

a partir das 13 horas

BookCrossing: “Ideias e Livros Livres – Liberte seus Livros no Fantasticon” — curadoria Martha Argel e Humberto Moura Neto

 

Release: Silvio Alexandre

ENDEREÇO DO FANTASTICON 2013

BIBLIOTECA PÚBLICA VIRIATO CORRÊA

Rua Sena Madureira, 298 – Vila Mariana – 04021-050 São Paulo – SP
Tel.: (11) 5573-4017 e (11) 5574-0389
ENTRADA FRANCA

 

1) Não é necessário se inscrever antecipadamente.  As senhas, para todas as atividades, serão distribuídas com 1h de antecedência, obedecendo à capacidade de lotação:
101 lugares na Sala Luiz Sérgio Person.

2) As Oficinas serão no Espaço Temático – Vagas limitadas.

3) Lançamentos, Autógrafos e Painéis serão no Espaço Temático.

http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/cultura/bibliotecas/bibliotecas_bairro/bibliotecas_m_z/viriatocorrea/index.php?p=215

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