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Súper poderes

Não gosto de festa, mas aceito um convite quando estou súper cansado de ficar em casa. De vez em quando vale a pena conversar um pouco, ver alguém vomitar, invejar os garotos que já têm namorada ou pelo menos arranjaram alguma menina para beijar.
Não levo jeito com as mulheres, sou muito tímido, só sei conversar sobre filmes e livros e não tenho carro de papai para levá-las em casa. E claro que não posso falar sobre certas coisas. Não estou a fim de ser internado e passar a vida entupido de comprimidos.
Se não me taxassem de louco, diriam que sou um ridículo tentando chamar atenção, o que, para as garotas, daria na mesma.

Às vezes me dá vontade de usar minha invisibilidade para ficar quieto num canto, só observando a galera e rindo das abobrinhas que eles falam. Mas todo mundo ia dizer que eu saí sem me despedir, desapareci sem mais nem menos, possivelmente porque bebi demais e vomitei. Surgiriam os boatos mais improváveis.
Eu sofreria pelo menos uma semana de comentários negativos. Seria o sumidão, o antissocial, o foge-de-festa ou outro nome idiota.

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*Súper – grafado desta forma pelo autor

Ronaldo Brito Roque é autor do livro “A Menina do País das Ruivas”

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Sobre Carol Suiter

Apaixonada por ficção científica, fantasia e terror. Proprietária e editora do ScifiBrasil desde 2001.

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